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O 2º Berry Day – O dia das frutas vermelhas na RIDE-DF, realizado em 27 de novembro de 2025, no Auditório da Codevasf, reuniu um grupo de palestrantes de primeira linha para discursar sobre diversos temas, junto a produtores rurais, técnicos, pesquisadores e interessados, para um dia inteiro de debates sobre o avanço da produção de berries, com destaque para o mirtilo.

  Promovido pela Rota das Frutas RIDE-DF, o evento reforçou a entrada das frutas vermelhas na região.

Abertura destaca a estratégia da Rota para o mirtilo no cerrado:

   A abertura do evento foi conduzida por Luiz Curado, coordenador da Rota, que apresentou o contexto da fruticultura regional e o planejamento estratégico para a implantação e expansão do cultivo de mirtilo e outras berries na RIDE-DF. Curado destacou que o Berry Day integra uma agenda contínua de capacitação, articulação institucional e aproximação entre ciência, produtor e mercado, reforçando a importância da governança e das parcerias para estruturar a cadeia produtiva.

Nesse contexto, foi assinado um acordo de cooperação técnica envolvendo: Rota das Frutas RIDE-DF, Codevasf e instituições parceiras, com foco na ampliação da assistência técnica, no fortalecimento da difusão tecnológica e no acompanhamento produtivo dos agricultores da região.

Desafios e oportunidades do mirtilo no cerrado:

  O primeiro painel técnico abordou o tema “Mirtilo no cerrado: desafios e oportunidades”, reunindo especialistas com atuação nacional no setor.

José Eduardo Brandão, da ABRAFRUTAS apresentou panorama da fruticultura mundial e uma robusta análise sobre: o crescimento do consumo de berries no Brasil, as  exigências do mercado e as oportunidades para novos produtores em regiões não tradicionais, enquanto que  Carlos Lima, da COOPERAR/CGC, mostrou a força do cooperativismo e da união.

Sistemas de produção: do substrato ao campo aberto:

Na sequência, o painel sobre sistemas de produção de berries, tanto em substrato quanto em campo aberto, trouxe experiências práticas e comparativas.

Fabiano Martins (Sustentagro), Christian Condori (consultor, Peru) e Rodrigo Baccan (CATI/SP) apresentaram modelos produtivos já testados, destacando aspectos como adaptação ao clima, custos de implantação, produtividade e escalabilidade. Cada um com suas peculiaridades , já que Christian  trabalha em Petrolina  e Baccan em São Paulo.

O debate mostrou que não existe um único modelo ideal, mas sim sistemas que devem ser escolhidos de acordo com área disponível, acesso à água, mercado e perfil do produtor

Rastreabilidade, cultivares e qualidade de mudas:

No período da tarde, o foco voltou-se para a qualidade das mudas, rastreabilidade e escolha de cultivares adaptadas ao clima quente.

Dr. Luis Eduardo, da Embrapa Clima Temperado, apresentou resultados de pesquisas sobre variedades de mirtilo  e suas experiências no Rio Grande do Sul. Marcos Flávio, da Biofábrica de mudas abordou  de forma precisa  e  demonstrando seu conhecimento na produção de mirtilo em outros continentes ( Europa, Ásia e África) falou sobre  importância da origem do material vegetal, certificação e variedades e suas peculiaridades; enquanto Linik Mayara Meireles, da MercadoON,  falou sobre  rastreabilidade e outros  fatores decisivos para o sucesso da comercialização. 

Nutrição, irrigação e manejo eficiente:

O painel de nutrição e irrigação trouxe uma abordagem técnica e prática sobre estratégias de fertirrigação e manejo nutricional. José Eduardo (CATI/SP), José Rodolfo (SENAR/DF) e destacaram a necessidade de planejamento nutricional, desde a implantação do pomar até a colheita, com atenção à análise de solo, qualidade da água e monitoramento constante da lavoura. Dr. Ítalo Guedes (Embrapa Hortaliças) deu uma verdadeira aula sobre tecnologia, solo, nutrientes e diversos fatores importantes ao manejo.  

Mercado, comercialização e acesso ao crédito:

Encerrando o ciclo de palestras, o debate sobre mercado, comercialização e crédito reuniu representantes de diferentes elos da cadeia.

Pedro Ismael (BerryGood Brasil), Marlene Mendes (Ouro Azul) e João Paulo Batista Cabral (Sudeco) discutiram sobre peculiaridades de mercado. Pedro apresentou dados e comprovou sua experiência na venda de mirtilos no Brasil, e os demais falaram sobre suas experiências em campo, canais de venda, tendências de consumo, possibilidades de agregação de valor e instrumentos de financiamento para novos produtores. Joe Valle (Mercado Malunga) acordou a plateia com uma abordagem mais realista da fruticultura no DF:  abordou a importância da profissionalização do trabalhador rural,  da necessidade do produtor já entregar sua fruta com marca, embalagem, código de barras, nota fiscal, enfim, todo o kit  do “fruticultor empresário”, além de contar sua trajetória  e a oportunidade de  comercialização das frutas da Rota DF em sua rede de lojas! Oportunidade de vendas para todos produtores locais.

O painel reforçou que a organização da produção e o alinhamento com o mercado são importantes para garantir sustentabilidade econômica no cultivo de berries no cerrado.

O 2º Berry Day consolida-se como um espaço estratégico para troca de experiências, atualização técnica e construção coletiva de caminhos para o fortalecimento da fruticultura na RIDE-DF.

A iniciativa reafirma o compromisso da Rota das Frutas RIDE-DF em atuar como elo entre pesquisa, produtor, mercado e políticas públicas, promovendo uma fruticultura planejada, competitiva e conectada às demandas atuais.

Assista ao evento na íntegra. Transmissão completa do 2º Berry Day:

https://www.youtube.com/live/-Qh1zI5m0RM

 

Yasmin

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